Bem vindo aos MARADOS DA TASCA, templo de escárnio e mal dizer, vícios e mulheres, alcool e derivados e, imperterivelmente, culto ao maior clube do mundo

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

A Ternura dos Quarenta

(Uma homenagem a Alexandra)
Foi protagonista de muitos dos sonhos lúbricos da nossa tenra e inocente juventude. Era, à época, uma espécie de femme fatale q.b., neste puritano Portugal daquela primeira era do cavaquismo.
Promissora actriz, recordo-a no saudoso Teatro da Graça a representar Tchekov. Fazia-me acompanhar por uma namorada de adolescência que consumia com avidez a Kapa (revista politicamente incorrecta, e intelectualmente correcta, daqueles inícios de 90) e seguia de perto o que a jovem Alexandra fazia enquanto actriz. Tudo porque a admirava profundamente – do tipo, “daqui a uns anos quero ser sexy como ela, usando peles com jeans; e etc.”
Se a minha jovem namorada se queria sentir Alexandra, eu preferia sonhar sentir a Alexandra... eu, e quase todos os tipos com testosterona trasbordante dos poros da epiderme. Alexandra Lencastre era mesmo um must cá no burgo. Sorte a do Virgílio Castelo, pensávamos nós.
Veio a televisão privada e depressa a sempre sedutora Alexandra nos passou a entrar em casa. Primeiro, uma ou outra telenovela, depois, fazendo jus à pose da “boazona”, começou a levar para a cama uns (e umas)... Eu explico, para quem não sabe e já está a pensar no que não deve: tratava-se de uma espécie de talk show, inspirado no título de um pseudo-documentário da Madonna, intitulado «Na Cama Com...», e tinha Alexandra Lencastre - em excelente forma e trajada com roupas mais ou menos íntimas (vulgo lingerie) – a entrevistar celebridades cá da terra, numa cama assentada em pleno Oh Lisboa (hoje, Passerelle; esse mesmo!). Erótico quanto baste, mas mais nada, que aquilo ainda não era o «Sex Appeal» nem ela se chamava Elsa Raposo.
Findavam os noventa e Alexandra acabou assentando arraiais com um holandês doido por reality shows que chegava a Portugal para contaminar de vez a televisão lusa. Vieram os filhos, as «primeiras rugas», algum cinema e muito telelixo... Reconhecimento total como actriz, mas a beleza a parecer esfumar-se numa magreza galopante. E quando todos pensávamos que a Alexandra se afundava nos quarenta e já não era a «boazona» de Portugal, eis que surge um novo namorado e um ensaio fotográfico na FHM. A mulher dos sonhos lúbricos da nossa juventude está de volta como nunca a víramos antes. Madura, sensual e com o travo refinado dum porto velho, para nos fazer adolescentes de novo.
À tua Alexandra; tu que chegaste a ser a maior excitação cá do burgo.

14 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Justa e merecida homenagem a uma mulher que chegou aos quarenta anos,na plenitude da sua beleza e atributos físicos.
Com um corpo de fazer inveja a muitas "rameiras",que se intitulam strippers,aí por esses bordeis de Portugal;qd ela própria já experimentou profissionalmente essas lides...
Ao longo dos anos,tem-se mantido como um ícone sexual para a esmagadora maioria dos Homens( e um inimigo dos calos...) e um exemplo a seguir por muitas mulheres,mas é única!!

2/01/2006 10:42 da manhã  
Blogger SLBRED4EVER said...

É única de facto...uma tuga endeusada por muitos e venerada por outros, que conseguiu manter todos os atributos que o camarada red label enfatizou ao longo dos tempos...O sonho de muitos homens era estar não naquela "cama com..." ELA...mas com ELA noutra cama qualquer..!!!

2/01/2006 11:08 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Muita bom recordar esta coisa boa. Parabens pelo texto e pelo blog. Tá muita bom!!

2/01/2006 11:33 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Não era necessário vir a Alexandra para vos fazer sentir adolescentes de novo.

Pelo que vejo, vocês nunca deixaram de o ser.

2/01/2006 12:23 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Que raio de bocas são estas? Caro ou cara leitora, isto é um blog com uma filosofia muito própria. Aqui se expressam opiniões livres e sem valorações morais. Diverte-te a consultar revistas femininas, a ler o DNA ou a ouvir as eucaristias do Melícias... Mas não dês música sem tom aos Marados da Tasca.

Em nome da redacção.

2/01/2006 3:27 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Cara,... por favor.

só por lapso, pelo qual desde já apresento a V.Exas. as m/mais sinceras desculpas, o comment seguiu como anónimo.

Não era minha intenção atentar contra as mentes brilhantes que tornam possível este blog.

Tratava-se apenas de uma "boca foleira", uma picardia, mas se a carapuça serviu...

P.S. - Desde que travei conhecimento com algumas revistas masculinas, comecei de facto a dar mais valor e ter mais respeito por algumas das revistas femininas, por outro lado, não costumo ler o DNA e muito menos ouvir eucaristia (não que tenha nada contra quem o faz).
Quanto à música, meus caros: "É que no peito dos desafinados também bate um coração"

2/01/2006 4:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ah! Então foi a nossa velha amiga Maat a autora do comentário... (sabia de antemão tratar-se de uma mulher! - Pela inveja do comentário, claro está). (lol)

Na verdade este blog pode não ser conduzido por mentes brilhantes mas é já uma instituição blogosférica a ter em consideração.

Tu e muitos internautas leitores estão cá regularmente, facto que demonstra que até o sexo feminino se sente atraído pelo universo puramente masculino.

Não tendo tempo para mais, e aguardando que te reveles,

2/01/2006 5:12 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Vai esperando...

Se quisesses, descobrias quem eu sou, não é assim tão dificil.

Quanto à inveja: não me parece...

Ainda não cheguei à idade da Alexandra, não sei se lá vou chegar, nem como é que vou chegar, pelo que a inveja me parece uma coisa que não se aplica neste caso.

Não é a perfeição que nos faz únicos ou especiais, mas sim as nossas pequenas imperfeições, e eu vou aprendendo a viver com as minhas.

E quem te disse que este blog não é conduzido por mentes brilhantes?

É verdade que nuns dias estão mais brilhantes do que noutros, mas conseguiram chegar até aqui, não?

Cada um com as s/qualidades e os s/defeitos.

BEIJOS

2/01/2006 5:28 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Eu sei quem és Maat...

2/01/2006 5:52 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

RECORDO ESTAS CENAS COMO SE FOSSE HJ.LEMBRO-ME DA ALEXANDRA TODA TESUDA NO TEATRO DA TRINDADE.LINDA...
GOSTEI DO POST.

CONTINUEM

2/01/2006 6:07 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Gostei muito. Achei ternurento q.b. o regresso à adolescência.

BEIJOS

2/02/2006 12:09 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

epa, esta é como o vinho do porto!

humm.... acho que vou procurar mais umas fotos dela eheheheh

MalG

2/03/2006 6:21 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

quem na nossa idade não gosta de "cotas" rijinhas? Esta é o melhor exemplo! Engraçado era fodê-la, xulá-la e, ela ainda pedir mais pixa...

2/07/2006 11:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olá Marados da Tasca,
Gostei muito da postagem do Red Label sobre a Alexandra Lencastre.
Acho que se ela a lê-se tambem ia gostar porque não é ofensiva como já aqui foi dito.
Gostei de lembrar a revista kapa e o resto. Parabens pelo texto.

2/10/2006 2:22 da tarde  

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